segunda-feira, 22 de junho de 2015

O Santo....



Ele foi para as ruas a partir de suas crenças. Seguiu o fluxo com o pensamento de que se ele fosse importante para o universo, que este cuidasse dele. Era um playboy como Buda e muitos outros que se entregaram ao sabor do mundo e desafiaram o precipício para descobrir a verdade.
A história de Ângelo começa com uma boa surra dos carecas no centro de São Paulo. É arrastado e agredido pela vida até que conhece Anatole, um “encantador da realidade”, no hospício, e com ele a irmandade “Evolução Dhaen”. Liderada por Stell, uma rica e famosa bioquímica por quem ele se apaixona. Os interesses dela incluem estudos, projetos e viagens no tempo extracorpóreas. Ângelo, de seu comportamento viciado e lastreado nas ruas do centro de São Paulo, embarca numa viagem espiritual por muitas encarnações para descobrir sua essência, o sentido da vida e sua missão aqui (ou lá...).
Recheado de referências musicais, O Santo dos Viciados segue o ritmo alucinante do rock do começo ao fim, sendo contracultural e emocionante. Ao mesmo tempo é uma redenção.
Esta é a história de um não tão simples jovem que desafiou o mundo e os limites de seu próprio espírito para alcançar a iluminação e até mesmo a santidade. Contada de forma genial, com palavras como que tiradas a unhadas da terra, com um fluxo alucinante, beirando o delírio mas lastreado pela ciência.

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